Informação e Cultura

21 de setembro de 2026

Agora em Brasília:

Por que Santa Gertrudes é tão importante para a cerâmica brasileira?

Para quem passa por Santa Gertrudes, Rio Claro, Cordeirópolis e pelas cidades vizinhas, a presença da cerâmica pode parecer parte natural da paisagem.

Fábricas, caminhões, depósitos, lojas e profissionais fazem parte do cotidiano da região.

Mas existe uma dimensão muito maior nessa história.

O Polo Cerâmico de Santa Gertrudes se tornou uma das principais concentrações industriais de revestimentos cerâmicos do Brasil e é considerado pela ASPACER o maior polo cerâmico da América Latina.

É uma história que mistura matéria-prima, indústria, tecnologia, trabalho e desenvolvimento regional.

Tudo começou com a matéria-prima

A formação do polo está diretamente relacionada à disponibilidade de argilas na região.

A existência de matéria-prima adequada ajudou a criar as condições para o desenvolvimento das primeiras atividades cerâmicas.

Com o passar do tempo, aquilo que começou ligado à disponibilidade natural do território transformou-se em uma cadeia industrial complexa.

Hoje, não estamos falando apenas de fábricas.

Existe uma rede de fornecedores, transportadores, profissionais, empresas de equipamentos, laboratórios, instituições de pesquisa, comércio e serviços.

É isso que caracteriza um verdadeiro polo industrial.

Santa Gertrudes não está isolada

A força do polo ultrapassa os limites do município.

Rio Claro, Cordeirópolis, Limeira e outras cidades participam dessa cadeia de diferentes maneiras.

A indústria cria demanda por transporte, manutenção, equipamentos, energia, tecnologia, serviços especializados e mão de obra.

Segundo dados divulgados pela ASPACER, o polo paulista responde por cerca de 65% da produção nacional de pisos, azulejos, faixas e pastilhas e movimenta milhares de empregos diretos e indiretos na região.

Ou seja, quando falamos de cerâmica em Santa Gertrudes, estamos falando também de desenvolvimento regional.

E o Brasil é uma potência cerâmica

A importância do polo fica ainda mais evidente quando olhamos para o cenário nacional.

O Brasil está entre os maiores produtores e consumidores de revestimentos cerâmicos do mundo.

Em 2025, a produção brasileira alcançou 817 milhões de metros quadrados. O país também exporta seus produtos para mais de 110 países.

Isso significa que uma cadeia industrial localizada em cidades do interior paulista participa de um mercado com presença internacional.

O piso produzido aqui pode chegar muito longe.

A indústria mudou – e continua mudando

Talvez seja esse o aspecto menos conhecido pelo consumidor.

A cerâmica de hoje é muito diferente daquela de décadas atrás.

Tecnologia digital, automação, controle de processos, impressão digital, novos acabamentos e desenvolvimento de grandes formatos transformaram completamente o setor.

A indústria passou a combinar conhecimento tradicional com tecnologia avançada.

E essa transformação continua.

Em outubro de 2026, Santa Gertrudes recebe a 10ª edição do Congresso da Indústria Cerâmica de Revestimento, reunindo profissionais e especialistas para discutir processos industriais, equipamentos, tecnologia e os desafios do setor.

É significativo que um evento dessa dimensão aconteça justamente aqui.

O futuro também passa pela pesquisa

Outra mudança importante é a aproximação entre indústria e ciência.

Em 2026, Santa Gertrudes recebeu o lançamento do Centro de Pesquisa em Resiliência Urbana e Sustentabilidade, conduzido pelo Centro Cerâmico do Brasil em parceria com instituições de pesquisa e universidades.

A iniciativa busca desenvolver soluções relacionadas aos impactos ambientais da cadeia cerâmica e da construção civil.

Isso mostra uma indústria preocupada não apenas em produzir, mas em compreender seus próprios impactos e encontrar maneiras melhores de trabalhar.

O consumidor faz parte dessa história

Pode parecer estranho relacionar uma pessoa escolhendo um porcelanato para sua casa com uma cadeia industrial desse tamanho.

Mas existe uma conexão direta.

Quando alguém compra um revestimento, está escolhendo o resultado final de todo esse processo.

Da matéria-prima ao design.

Da fábrica ao transporte.

Da tecnologia à instalação.

O consumidor enxerga a peça pronta.

Mas por trás dela existe uma cadeia inteira de conhecimento e trabalho.

Talvez seja por isso que o porcelanato produzido aqui tenha tanto significado

A cerâmica brasileira não é apenas uma indústria.

Ela também é parte da identidade de determinadas regiões.

E, em Santa Gertrudes, essa relação é especialmente forte.

A cidade cresceu junto com a cerâmica.

Empresas, trabalhadores e famílias construíram suas histórias ao redor dessa atividade.

Hoje, o desafio é transformar essa tradição em futuro.

Produzir com mais tecnologia.

Reduzir impactos.

Aumentar eficiência.

Desenvolver novos produtos.

Formar profissionais.

E continuar levando a cerâmica brasileira para o mundo.

PARA GUARDAR

Quando você olhar para um porcelanato produzido no Polo Cerâmico de Santa Gertrudes, lembre-se: ele não é apenas uma peça de revestimento.

É o resultado de uma cadeia que envolve território, matéria-prima, indústria, tecnologia, design, pesquisa, trabalhadores e conhecimento.

E talvez essa seja uma das maiores riquezas da cerâmica: transformar algo que vem da terra em um produto capaz de atravessar fronteiras e fazer parte da vida das pessoas.

Revista Baratão – Estamos onde o porcelanato acontece.

Precisa de um orçamento?

Mande a metragem, o ambiente e o seu CEP. Devolvemos o cálculo em caixas fechadas com o frete já cotado, sem cadastro e sem formulário longo.

Continue lendo

Assentamento

24 de agosto de 2026

O rejunte ocupa pouco do piso e decide como ele vai ser visto. Cor, espessura e tipo mudam o resultado final tanto quanto a peça que