Escolher o piso ou revestimento é uma das partes mais visíveis de uma obra. A cor, o formato, o acabamento e o desenho costumam chamar a atenção imediatamente.
Mas existe um produto que fica praticamente escondido depois que a obra termina e que tem papel fundamental no resultado: a argamassa.
A escolha da argamassa correta não deve ser feita apenas pelo preço ou pela aparência da embalagem. Cada tipo de revestimento, ambiente e condição de aplicação pode exigir uma solução diferente.
Por isso, antes de comprar caixas de porcelanato ou cerâmica, vale entender qual argamassa será utilizada no assentamento.
Argamassa para porcelanato é igual à de cerâmica?
Não necessariamente.
Porcelanatos possuem características diferentes das cerâmicas convencionais, principalmente em relação à absorção de água e às características da superfície.
Por isso, é fundamental utilizar uma argamassa indicada pelo fabricante para o tipo de porcelanato e para o ambiente onde ele será instalado.
Além disso, o tamanho da peça também pode influenciar a escolha.
Um porcelanato de formato tradicional pode apresentar necessidades diferentes de uma peça de grande formato.
Por isso, a pergunta correta não é simplesmente “qual é a melhor argamassa?”.
A pergunta é: qual argamassa é adequada para este revestimento, neste ambiente e nesta aplicação?
O que significam AC-I, AC-II e AC-III?
As siglas aparecem com frequência nas embalagens e podem gerar dúvidas.
De maneira simplificada, elas identificam diferentes níveis de desempenho das argamassas colantes.
A AC-I é utilizada principalmente em determinadas aplicações internas, conforme as especificações do produto.
A AC-II apresenta características adequadas para situações mais exigentes, inclusive determinadas áreas externas, sempre observando as indicações do fabricante.
Já a AC-III apresenta desempenho superior de aderência e é utilizada em aplicações que exigem maior desempenho.
Isso não significa que uma argamassa de classe superior seja automaticamente a melhor escolha para qualquer situação.
O produto precisa ser compatível com o revestimento e com a aplicação.
Qual argamassa usar para porcelanato?
Para porcelanato, deve-se utilizar uma argamassa especificamente indicada para esse tipo de revestimento.
Mas ainda existem outras perguntas.
O porcelanato será instalado em uma parede ou no piso?
O ambiente é interno ou externo?
A área estará sujeita à umidade?
A peça é convencional ou de grande formato?
Existe incidência de sol?
Todas essas condições ajudam a determinar a solução adequada.
Por isso, a embalagem do produto e as recomendações técnicas do fabricante devem sempre ser consideradas.
E para grandes formatos?
Grandes formatos exigem atenção especial.
Quanto maior a peça, mais importante se torna o planejamento da instalação.
O contrapiso precisa estar adequado, o manuseio precisa ser cuidadoso e a aplicação da argamassa deve seguir corretamente as recomendações técnicas.
Em determinadas situações, também pode ser necessária a chamada dupla colagem, com aplicação de argamassa na base e no verso da peça, conforme especificação do fabricante.
Não é simplesmente colocar mais argamassa.
É utilizar o método correto.
Argamassa para áreas externas
Áreas externas apresentam condições diferentes das áreas internas.
Sol, chuva, variações de temperatura e movimentação da estrutura podem aumentar as exigências sobre o sistema de assentamento.
Por isso, uma argamassa indicada para determinada aplicação interna não deve ser escolhida automaticamente para uma varanda, fachada ou área externa.
O ideal é verificar a indicação específica do produto.
E a argamassa para banheiro?
O banheiro também exige atenção porque existe contato frequente com água e umidade.
Isso não significa que qualquer argamassa “para área molhada” seja automaticamente adequada.
É necessário observar o tipo de revestimento, a superfície onde ele será instalado e as especificações do fabricante.
Além da argamassa, impermeabilização, rejunte, juntas e execução correta fazem parte do sistema.
O barato pode sair caro
Economizar na argamassa pode parecer uma boa maneira de reduzir o orçamento da obra.
Mas o material representa apenas uma pequena parte do custo total de um revestimento.
Imagine comprar um porcelanato de alto padrão e depois enfrentar problemas de aderência porque o produto utilizado no assentamento não era adequado.
O prejuízo pode envolver remoção das peças, perda de material, nova mão de obra e atraso na obra.
Por isso, a escolha deve considerar o conjunto.
Porcelanato + argamassa + rejunte + base adequada + mão de obra correta.
Como escolher a argamassa corretamente?
Antes de comprar, procure responder:
- Qual é o tipo de revestimento?
- Qual é o tamanho da peça?
- Será aplicado no piso ou na parede?
- O ambiente é interno ou externo?
- Existe contato com água?
- Qual é o tipo de superfície?
- O fabricante indica algum produto específico?
- A instalação exige dupla colagem?
Essas perguntas ajudam a evitar escolhas equivocadas.
Argamassa também faz parte do projeto
Quando pensamos em decoração, normalmente lembramos do piso, da parede, da iluminação e dos móveis.
Mas existe uma parte técnica que sustenta tudo isso.
A argamassa é um desses elementos.
Ela pode não aparecer depois da obra pronta, mas participa diretamente do resultado.
Por isso, uma boa compra não termina na escolha do porcelanato.
Ela começa quando o consumidor entende como aquele revestimento será instalado.
No Baratão Pisos e Porcelanatos, essa escolha pode ser pensada junto com o revestimento, o ambiente e os demais materiais necessários para a obra.
Afinal, escolher bem não significa apenas encontrar uma peça bonita.
Significa fazer com que ela funcione bem depois de instalada.
Revista Baratão — Estamos onde o porcelanato acontece.