Quando o consumidor pesquisa o preço de um porcelanato, normalmente pensa em marca, formato, acabamento, qualidade e loja.
Mas existe uma parte da formação desse preço que começa muito antes da caixa chegar ao showroom: a energia utilizada na produção industrial.
Na indústria cerâmica, energia é um dos elementos importantes da competitividade.
E Santa Gertrudes está diretamente inserida nessa discussão.
Por que a cerâmica utiliza tanta energia?
A fabricação de revestimentos cerâmicos envolve diversas etapas industriais.
Entre elas estão preparação de matérias-primas, moagem, secagem e, principalmente, processos térmicos.
A queima é uma etapa essencial para transformar a peça em um revestimento com as características desejadas.
Isso significa que energia faz parte do próprio processo produtivo.
O gás natural entra nessa equação
Em setembro de 2026, a ASPACER promoveu uma reunião com a Pré-Sal Petróleo (PPSA) para discutir o primeiro leilão de gás natural da União.
A entidade destacou que o custo do gás natural é um dos fatores relevantes para a competitividade da indústria de revestimentos.
O assunto interessa ao setor porque mudanças na oferta e no custo do energético podem influenciar as condições de produção da indústria.
Isso significa que o preço do porcelanato vai subir ou cair?
Não necessariamente.
Essa relação não é automática.
O preço final de um revestimento depende de vários fatores:
- matérias-primas;
- energia;
- mão de obra;
- tecnologia;
- embalagem;
- impostos;
- logística;
- escala de produção;
- câmbio, em determinados componentes;
- demanda do mercado;
- estoque;
- estratégia comercial.
Portanto, o custo energético é apenas uma parte da equação.
Por que isso interessa ao consumidor?
Porque ajuda a entender que o preço de uma caixa de porcelanato não nasce na loja.
Existe uma cadeia produtiva inteira por trás daquele produto.
Quando o setor investe em eficiência energética, novas tecnologias ou alternativas de fornecimento, o objetivo não é apenas reduzir uma despesa.
Também está em jogo a competitividade da indústria brasileira.
Energia e tecnologia caminham juntas
A discussão atual do setor cerâmico está cada vez mais relacionada à eficiência.
O 10º Congresso da Indústria Cerâmica de Revestimento, realizado em Santa Gertrudes em outubro de 2026, colocou eficiência energética, inovação, sustentabilidade e tecnologia entre os temas centrais.
Isso revela uma mudança importante.
A indústria não está olhando apenas para produzir mais.
Está procurando produzir melhor.
O que isso pode significar no futuro?
Processos mais eficientes podem ajudar a indústria a reduzir desperdícios, melhorar produtividade e aumentar competitividade.
Ao mesmo tempo, consumidores passam a valorizar cada vez mais empresas e produtos associados a processos responsáveis.
Essa transformação não acontece de um dia para o outro.
É uma construção de longo prazo.
Do energético ao acabamento
No final dessa cadeia está o consumidor escolhendo entre um porcelanato acetinado, polido, efeito pedra, madeira, cimento ou mármore.
Parece uma decisão puramente estética.
Mas cada peça representa uma cadeia industrial complexa.
É justamente por isso que falar sobre pisos e porcelanatos também significa falar sobre energia, mineração, tecnologia, logística e indústria.
E Santa Gertrudes está no centro dessa história.
Para quem trabalha diariamente com pisos e porcelanatos, acompanhar essas transformações ajuda a entender não apenas o que o mercado vende hoje, mas também como os produtos de amanhã serão produzidos.
O porcelanato começa muito antes do showroom. E compreender essa cadeia ajuda o consumidor a enxergar o valor, a tecnologia e o trabalho que existem por trás de cada metro quadrado.
Revista Baratão — Estamos onde o porcelanato acontece.