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18 de outubro de 2026

Agora em Brasília:

Gás natural e indústria cerâmica: como o custo da energia pode influenciar o preço dos revestimentos

Quando o consumidor pesquisa o preço de um porcelanato, normalmente pensa em marca, formato, acabamento, qualidade e loja.

Mas existe uma parte da formação desse preço que começa muito antes da caixa chegar ao showroom: a energia utilizada na produção industrial.

Na indústria cerâmica, energia é um dos elementos importantes da competitividade.

E Santa Gertrudes está diretamente inserida nessa discussão.

Por que a cerâmica utiliza tanta energia?

A fabricação de revestimentos cerâmicos envolve diversas etapas industriais.

Entre elas estão preparação de matérias-primas, moagem, secagem e, principalmente, processos térmicos.

A queima é uma etapa essencial para transformar a peça em um revestimento com as características desejadas.

Isso significa que energia faz parte do próprio processo produtivo.

O gás natural entra nessa equação

Em setembro de 2026, a ASPACER promoveu uma reunião com a Pré-Sal Petróleo (PPSA) para discutir o primeiro leilão de gás natural da União.

A entidade destacou que o custo do gás natural é um dos fatores relevantes para a competitividade da indústria de revestimentos.

O assunto interessa ao setor porque mudanças na oferta e no custo do energético podem influenciar as condições de produção da indústria.

Isso significa que o preço do porcelanato vai subir ou cair?

Não necessariamente.

Essa relação não é automática.

O preço final de um revestimento depende de vários fatores:

  • matérias-primas;
  • energia;
  • mão de obra;
  • tecnologia;
  • embalagem;
  • impostos;
  • logística;
  • escala de produção;
  • câmbio, em determinados componentes;
  • demanda do mercado;
  • estoque;
  • estratégia comercial.

Portanto, o custo energético é apenas uma parte da equação.

Por que isso interessa ao consumidor?

Porque ajuda a entender que o preço de uma caixa de porcelanato não nasce na loja.

Existe uma cadeia produtiva inteira por trás daquele produto.

Quando o setor investe em eficiência energética, novas tecnologias ou alternativas de fornecimento, o objetivo não é apenas reduzir uma despesa.

Também está em jogo a competitividade da indústria brasileira.

Energia e tecnologia caminham juntas

A discussão atual do setor cerâmico está cada vez mais relacionada à eficiência.

O 10º Congresso da Indústria Cerâmica de Revestimento, realizado em Santa Gertrudes em outubro de 2026, colocou eficiência energética, inovação, sustentabilidade e tecnologia entre os temas centrais.

Isso revela uma mudança importante.

A indústria não está olhando apenas para produzir mais.

Está procurando produzir melhor.

O que isso pode significar no futuro?

Processos mais eficientes podem ajudar a indústria a reduzir desperdícios, melhorar produtividade e aumentar competitividade.

Ao mesmo tempo, consumidores passam a valorizar cada vez mais empresas e produtos associados a processos responsáveis.

Essa transformação não acontece de um dia para o outro.

É uma construção de longo prazo.

Do energético ao acabamento

No final dessa cadeia está o consumidor escolhendo entre um porcelanato acetinado, polido, efeito pedra, madeira, cimento ou mármore.

Parece uma decisão puramente estética.

Mas cada peça representa uma cadeia industrial complexa.

É justamente por isso que falar sobre pisos e porcelanatos também significa falar sobre energia, mineração, tecnologia, logística e indústria.

E Santa Gertrudes está no centro dessa história.

Para quem trabalha diariamente com pisos e porcelanatos, acompanhar essas transformações ajuda a entender não apenas o que o mercado vende hoje, mas também como os produtos de amanhã serão produzidos.

O porcelanato começa muito antes do showroom. E compreender essa cadeia ajuda o consumidor a enxergar o valor, a tecnologia e o trabalho que existem por trás de cada metro quadrado.

Revista Baratão — Estamos onde o porcelanato acontece.

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